quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

UMA VISÃO DE ÁGUIA

Foi uma grata surpresa ao ler o Jornal da Cidade de domingo 31/11/2008 deparar na primeira pagina do caderno de Cultura com a reportagem “Cultura na visão de Rodrigo Agostinho”, e na pagina 7 “Bauru já é um pólo de difusão cultural”. Nas matérias podemos perceber a visão abrangente do nosso futuro prefeito, que demonstra total conhecimento do assunto tratado, conhecimento este que se desdobrará na escolha do futuro secretário de Cultura. O conhecimento, fruto de um estudo profundo sobre todas as áreas administrativas da cidade, já havia ficado claro nos programas políticos e nos debates que antecederam as eleições.
Tenho disponibilizado nos últimos meses no Yahoo grupos, da SAC – Sociedade Amigos da Cultura, um documento do Instituto Polis intitulado “Você quer um bom conselho”, onde a cultura é enfocada de maneira ampla e objetiva, através de reflexões sobre o funcionamento dos Conselhos Participativos, com um olhar mais direto sobre os Conselhos de Cultura.
Rodrigo Agostinho nos mostra que ao contrário da maioria dos nossos políticos considera e torna a cultura uma das prioridades e tal fato só acontece quando o homem público tem uma interação grande com a cultura. Esta interação é o resultado da visão abrangente que vê a administração do bem público como um todo, somente a partir desta visão podemos vislumbrar uma forma de governança participativa. “Os processos participativos são condição para uma nova cultura política da governança democrática”.
Ultimamente temos ouvido falar muito em buracos, asfalto, asfalto e asfalto. “É bastante barato investir na cultura. Com o recurso de um quilômetro de asfalto, por exemplo, é possível fazer maravilhas dentro da cultura e, por outro lado, é apenas um quilômetro de asfalto... Volto a repetir que sempre existe por trás a idéia da sociedade de consumo. O asfalto se torna importante porque uma sociedade de consumo diz que é importante ter automóvel e ter estradas que não façam pó na cara, que não tenham buracos para não estragar o carro, etc. Esse se torna o sonho de consumo das pessoas e é a forma de projetarem e pensarem os desejos que torna tudo complicado”.
Somente um jovem voltado para o futuro, sem pretensões imediatistas, consegue pensar em uma administração que enfoque o desenvolvimento com sustentabilidade. “O prefeito hoje não gere por quatro anos, ele gere o município por oito e nessa gestão ele vê sua vida”.
Todas as citações foram retiradas do documento “Você quer um bom conselho”.

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